segunda-feira, 21 de julho de 2014

Escolha do Nome



Seu filho nasceu, que nome dará a ele? Isso faz diferença? De acordo com o Tanach sim .Leia (1 Samuel 25.25). Além do nome descrever a personalidade de uma pessoa em um nome também é profético. Segundo a tradição judaica,quando os pais escolhem um nome para os filhos, eles são guiados pela Inspiração Divina.
Os filhos de judeus recebem mais um nome além do secular. Duas tradições diferentes orientam os pais em sua decisão: ASHKENAZIM-judeus que vem da Europa Ocidental - proíbem que se dê a criança o nome de uma pessoa viva. Segundo eles é muito cedo para ligar a vida da criança à vida de uma pessoa cujo fim ainda é desconhecido, que pode se transformar em um ímpio ou ter uma morte trágica. Em vez disso ligam o recém -nascido com aquele que já faleceu, uma maneira de dizer que aquela pessoa que já faleceu permanece simbolicamente vivo na criança e sua lembrança não é esquecida.
Já os SEFARADIM - judeus vindos da Europa mediterrânea e do Oriente - dão aos seus filhos nomes de pessoas vivas que eles tem carinho e respeito. Se você ver um judeu conhecido como "Junior" ou "Filho", com certeza é sefaradi.
A lembrança do nome de uma pessoa após o seu falecimento, renova a vida de sua alma no outro mundo. O nome de uma pessoa é um condutor que conecta dois mundos ...os dos vivos e o dos mortos. Quando os mortos são enterrados no meio do seu povo...e seus nomes são lembrados através dele, e como se continuassem a participar da vida neste mundo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mazal Tov







Esta expressão em geral é traduzida como boa sorte. Mas mazal tov refere-se a uma constelação, dos signos do zodíaco. É uma maneira de falar para que os outros estejam ao seu favor.
Os judeus não acreditam que a astrologia determine o destino de uma pessoa, apesar disso pisos de mosaico de sinagogas retratam os signos do zodíaco, mas sim que os astros podem ter alguma influência.
Melhor não contrariar rsrs!!

sábado, 31 de maio de 2014

Duas Respostas Para a Mesma Pergunta



No meio da Parashá dessa semana, Nassó, HaShem ordena a benção dos Cohanim para o povo. Toda benção depende do recipiente. A benção da chuva, por exemplo, resulta em frutos suculentos num campo preparado para isso, mas pode resultar em lama num campo que não foi arado nem semeado.
Aqui está uma história que ilustra esse ponto:
Dois mercadores foram ao Rabino Avraham Yaacov, o Rebe de Sadigura, pedir-lhe conselho e benção para ter sucesso na Feira de Trigo que acontecia naquela época do ano nos seus países. Cada um entrou na sala do Rebe separadamente e pediram a benção cada um de seu jeito.
O primeiro pediu de forma simples, se valeria a pena investir no negócio de trigo ou não.
“Não invista em negócios de trigo nesse momento,” respondeu o Rebe.
O segundo homem não se satisfez com uma pergunta simples e entrou em detalhes sobre o investimento proposto e seu provável sucesso.
“Se é do jeito que o senhor está falando,” respondeu o Rebe, “que você seja abençoado e tenha sucesso!”
Cada um dos mercadores agiu de acordo com o conselho do Rebe. O primeiro evitou se envolver no comércio de trigo, enquanto que o segundo investiu seu dinheiro na compra de trigo. No entanto, seu negócio não prosperou e perdeu todo o seu capital investido.
Posteriormente, quando o segundo individuo teve oportunidade de ver seu Rebe novamente, ele derramou sua amargura, relatando sua grande perda financeira. “Por que o Rebe não me avisou para ficar fora do comércio de trigo, como foi o caso de meu amigo?”
“Vamos tentar entender as coisas como elas aconteceram de fato,” respondeu o Rebe de Sadigora, “seu amigo veio a mim com uma questão. Ele mesmo não sabia o que era o melhor para ele, e confiava inteiramente no meu conselho, não importasse qual fosse para seguir em frente ou desistir. Já que ele esperava a minha resposta, respondi no modo em que D’us inspirou-me a responder, com a primeira noção que me passou pela cabeça. O homem fez conforme lhe disse para fazer e, em mérito de sua fé, foi salvo de um desastre financeiro.
“Por outro lado, você,” continuou o Rebe, “tentou me explicar como o negócio funciona e os lucros tremendos que você esperava receber desse investimento, etc. Sem ser um mercador, eu pesei as informações que você me passou e fui forçado a lhe aconselhar de acordo com a sua própria informação.
“Afinal de contas, se eu fosse lhe aconselhar em contradição à minha compreensão lógica do que você tinha acabado de me contar, eu estaria me definindo como um Tsadik, cujo primeiro instinto deriva de Inspiração Divina. E como uma pessoa pode se auto-definir como uma pessoa sagrada?
“É somente quando uma pessoa acredita com fé completa num Tsadic e está convencida que suas ideias tem realmente inspiração Divina, que D’us lhe ajuda em mérito de sua fé, e dá ao Tsadic a resposta correta, mesmo que ele não saiba nada do mundo dos negócios.”

Fonte: http://www.pt.chabad.org/

domingo, 25 de maio de 2014

Tsedacá: Um conceito judaico




Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a maior doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.
Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu legítimo Dono.

Qual a origem da tsedacá?

A Torá declara no seguinte versículo:
"Se houver um carente entre seus irmãos, numa de suas cidades, na terra que D'us deu a vocês, não endureçam seus corações nem fechem a mão a seu irmão carente. Vocês definitivamente devem abrir suas mãos e lhe emprestar o suficiente para o que lhe faltar (Devarim 15:7,8)".
A palavra hebraica Tsedacá é erroneamente traduzida como 'caridade', mas a palavra correta que provém de tsêdek é "justiça". Ela difere da caridade pois esta é definida como "um ato de generosidade ou de auxílio a um pobre". A Tsedacá não é meramente um ato de caridade: toda vez que alguém proporciona satisfação a outros - mesmo aos ricos - com dinheiro, comida ou palavras reconfortantes, ele cumpre esta mitsvá!
Este é um dos 613 preceitos dados por D’us no Monte Sinai ao povo judeu.
D’us permitiu que existissem pobres e ricos para que os seres humanos exercecem bondade e justiça uns com os outros transformando seu livre arbítrio em ações positivas.

Fazer Justiça

Quando as pessoas dão tsedacá, podem sentir que estão fazendo sacrifício por doar parte de seu próprio dinheiro a outrem. Podem mesmo aborrecer-se com o receptor da tsedacá por tirar vantagens. A Torá nos diz que esta atitude é errada, advertindo: "Não dê de má vontade." A razão está no versículo de Provérbios que diz: "Não retenha o bem daquele a quem é devido, quando está em seu poder fazê-lo." Aquilo que damos aos necessitados rigorosamente pertence a eles, e a pessoa com meios é, na verdade, apenas o depositário da propriedade dos pobres.
Em Provérbios também encontramos: "Não roube dos pobres." Mas o que os pobres têm que possamos roubar deles? Este versículo refere-se à retenção da tsedacá, porque quando as pessoas o fazem, guardam para si mesmas o que por direito pertence aos pobres. Seria uma espécie de roubo.
Aqueles que recebem tsedacá não devem se sentir humilhados, e quem dá tsedacá não deve se sentir magnânimo. É simplesmente um ato de justiça, de distribuir o quê, por direito, pertence a cada pessoa.

Quanto devemos dar para tsedacá?

A Torá nos ordena dar um décimo de nossa renda líquida. É meritório dar 20% (Shulchán Aruch Yore Dea 249:1). Existem muitos exemplos na Torá onde nossos antepassados deram seu maasser (dízimo), como com Avraham (Bereshit 14:20) e Yaácov (Bereshit 29:22), bem como a mitsvá de darmos 10% de nossas entradas aos Leviim (membros da tribo de Levi) (Bamidbár 18: 21,24) e outros 10% aos pobres da localidade (Devarim 26:12).
O Gaon de Vilna (Lituânia, 1720-1797) explicou que o critério para darmos Tsedacá está indicado no versículo da Torá que já mencionamos acima, quando uma pessoa fecha sua mão, seus dedos parecem ficar todos com a mesma altura. Quando ela os abre, entretanto, percebe que cada dedo tem uma altura diferente. O mesmo se dá com a Tsedacá: Cada individuo carente tem necessidades diferentes e nossa obrigação com cada um varia conforme sua necessidade. O versículo 7 diz: "Não feche sua mão", ou seja, não dê a mesma quantia a todos os que lhe pedirem". O versículo 8 continua: "Vocês definitivamente devem abrir suas mãos", significando: 'Perceba que cada pessoa é diferente da outra e contribua conforme o caso'."

Como separamos o maasser?

Muitas vezes é difícil para as pessoas se separarem de seu dinheiro. No primeiro parágrafo da oração 'Shemá Israel' está escrito: "Você deve amar seu D'us com todo seu coração, toda sua alma e todas suas posses".
Os Sábios do Talmud perguntam: "Por que está escrito 'Todas suas posses'?
A resposta:
Para algumas pessoas é mais difícil separar-se de seu dinheiro que se separar da própria vida. Um exagero? Nem tanto. Há uma menção sobre nossa conquista da liberdade após a escravidão no Egito, em Pêssach. Do que isto nos vale hoje em dia? Como este fato tão remoto pode ser aplicado como lição em nossos dias? Pelo fato de que muitos de nós hoje é ou se torna escravo de seus bens materiais, ambições e conquistas.
Devemos nos lembrar que não podemos permanecer escravos da matéria e sim buscar nosso aprimoramento espiritual. Doar e dividir, somar e multiplicar com outros faz parte deste processo, desta ascenção humana e de nossa meta de vida.

Principais pontos

A quantia a ser doada é um assunto bastante extenso que procuraremos reduzir a algumas idéias principais, sempre tendo em mente que em caso de dúvidas ou sobre a forma mais propícia e correta de proceder, um rabino bem versado na halachá, lei judaica, deverá ser consultado. A subsistência de uma pessoa deve preceder a subsistência de seu próximo. Ela só deverá doar aquilo que excede seus ganhos após ter usado o necessário para sua casa e seu próprio sustento.
A pessoa no primeiro ano de seu prolabore deve destinar 1/10 do valor bruto para tsedacá. Nos demais anos (ou meses, como ela queira se programar) deverá dar 1/10 de seu lucro líquido, para cumprir o preceito. Se ela desejar aprimorar esta ação, o ideal será ela destinar 1/5 de seu ganho, se este valor estiver dentro de sua capacidade. Sobre o dízimo a Torá diz que devemos separar 10% no mínimo (há quem separe 20%) de seus ganhos para tsedacá, justiça (caridade). No entanto, a quantia de 20% não deverá ser pensada se isto significar que a pessoa terá que pedir ajuda a outras e depender de caridade, ela própria. Os dez por cento de tsedacá (caridade) deve ser contabilizado da renda bruta, descontando apenas os impostos.
Este conceito, de a pessoa ser um sócio de D’us, tem ramificações diretas em quais despesas podem ser deduzidas de nossa renda antes de separar Maaser. O dinheiro gasto por uma pessoa para possibilitar que ganhe seu dinheiro pode ser deduzido desta renda antes de separar maaser, mesmo se este foi usado sem sucesso para este fim.
Quando se trata de deduzir despesas, por exemplo, a pessoa pode deduzir quaisquer despesas ou perdas que ocorram em seu negócio, pois há uma responsabilidade mútua (entre os negócios e o maaser). Quaisquer despesas ou perdas que não forem com o objetivo de produzir mais renda são consideradas como a renda particular da pessoa, e o maaser deve ser separado destes fundos.
Qualquer perda financeira causada por roubo, perda ou equipamento quebrado também pode ser deduzida, desde que não seja devido à negligência por parte do sócio. Os empregados podem deduzir de sua renda quaisquer impostos e despesas com creche que sejam necessárias para permitir que eles tenham um emprego; custos do transporte para o trabalho, bem como quaisquer cursos que os ajudem a trabalhar adequadamente.
Portanto, é desnecessário dizer que as despesas que alguém faz para suas próprias necessidades não devem ser deduzidas da renda bruta. Quanto a mensalidades escolares, se alguém não pode pagar na íntegra (para o estudo de Torá), e teria de solicitar uma bolsa, ele poderia deduzir esta despesa adicional do maaser.
Um método fácil para aqueles que recebem seu salário já deduzido de impostos é tirar 10% do valor e depositá-lo para alguma instituição realmente merecedora (Aconselhe-se bem antes de entregar o dinheiro. Lembre-se: Tsedacá é um 'negócio' espiritual. Da mesma forma que você não investiria seu dinheiro numa empresa ''picareta" ou já falida, não dê Tsedacá antes de assegurar-se onde irão aplicar seu dinheiro). Isto torna sua contabilidade honesta e transparente, tornando mais fácil cumprir esta mitsvá. Aqueles que têm empresas (onde sua conta corrente e a da empresa se confundem) ou vivem de outros investimentos, devem fazer um balanço semestral e separar o dizimo do quanto lucrou.
A Tsedacá deve ser dada com prazer e com um semblante agradável. Se um pobre lhe pede dinheiro e você não esta apto a ajudá-lo agora, não levante a voz ou aja desagradavelmente. Solidarize-se com ele e, calmamente, expresse que gostaria de ajudá-lo, mas que neste instante não tem condições de fazê-lo. É louvável dar algo a uma pessoa pobre que pede um donativo, mesmo que seja uma pequena quantia.
A recompensa por praticar a Tsedacá é enorme!
Em Yom Kipur recitamos que "Três coisas revogam um Mau Decreto dos Céus -- Teshuvá (retornar ao caminho da Torá), Tefilá (orações) e Tsedacá (atos de justiça, de correção)". Acima de tudo, não dê com cara amarrada ou se arrependa de atos de Tsedacá (ou de qualquer outra Mitsvá) que tenha feito -- você perderá o mérito do ato! Mas não pratique o ato pela recompensa, pois conforme o ensinamento de nossos sábios "a verdadeira recompensa pelo cumprimento de uma mitsvá, é a própria mitsvá"
Tudo o que possuímos é um empréstimo de D'us. Na realidade, tanto a colheita, como a renda monetária de cada indivíduo é um presente Divino. A Torá não quer que nos esqueçamos disto. Por isso, instituiu que um décimo da colheita, ou da renda, fosse doada. Este é um lembrete de que na realidade nenhum bem material é nossa propriedade eterna, e temos de usar o que temos agora para o bem.
Existem muitas mitsvót englobadas dentro da mitsvá de Tsedacá, que por sua vez está englobada dentro do mandamento mais amplo de imitarmos as características do Todo-Poderoso: Da mesma forma que D'us cuida de nós, devemos nos esforçar para ajudar o restante da humanidade.

O Rambam

O Rambam, Maimônides (1135-1204), um dos grandes codificadores das Lei Judaica, estabeleceu uma hierarquia de 8 pontos para esta mitsvá:
1) Dar um presente, emprestar dinheiro, aceitar como sócio ou arrumar trabalho para alguém, antes que ele precise pedir caridade;
2) Fazer caridade com um pobre, onde ambos o doador e o destinatário não sabem a identidade um do outro;
3) O doador sabe quem é o destinatário, mas este não sabe quem é o doador;
4) O destinatário sabe quem é o doador, mas este não sabe para quem está doando;
5) O doador faz a caridade antes mesmo de lhe ser pedida;
6) O doador dá algo a um pobre depois de lhe ser pedido;
7) O doador dá menos do que deveria, mas o faz de uma maneira agradável e reconfortante;
8) O doador faz a caridade com avareza (ele sente incômodo neste ato, mas não o demonstra). Consta no Shulchán Aruch (O Código deLeis Judaico) (Yore Dea 249:3) que se a pessoa visivelmente demonstra desprezo, ela perde o mérito desta mitsvá.

Na época do Templo Sagrado

Na época do Templo Sagrado todo o povo deveria dar dez por cento de sua colheita para a Tribo de Levi, constituída pelos leviim e cohanim. Vamos explicar o por quê desta lei. A tribo de Levi foi escolhida para ser a representante do povo de Israel perante D’us. Assim sendo, ao invés de possuir um pedaço de terra e nela trabalhar, a Tribo de Levi trabalhava no Templo Sagrado, oferecendo os sacrifícios e as demais tarefas, em nome do povo judeu. O povo retribuía a tribo de Levi com o dízimo, e assim eles eram sustentados. Assim, na época do Templo Sagrado o dízimo era dado por todo o povo para a tribo de Levi.
Estes não receberam uma porção de terra para o cultivo, como as outras tribos, pois moravam na região do Templo em Jerusalém ou em cidades designadas para eles. Estas tribos, que tanto dedicavam-se em prol de Israel, eram sustentadas pelo povo. Os dízimos mencionados a seguir eram consumidos pelos Cohanim e Leviim e suas famílias.
Na época do Templo Sagrado, as oferendas, que representavam o maasser, eram retiradas da seguinte maneira:
1. Bikurim- as primeiras frutas da safra eram trazidas ao Cohen.
2. Terumá Guedolá- aproximadamente dois por cento da colheita era dada ao cohen.
3. Masser Rishon- o 'primeiro dízimo'- dez por cento do restante da colheita era dado ao Levi, que por sua vez retirava dez por cento e dava ao cohen.
4. Maasser Sheni- segundo dízimo- no primeiro, segundo, quarto, quinto e sétimo ano do ciclo sabático, o agricultor retirava dez por cento do restante da colheita e levava a Jerusalém, onde era comido ou redimido.
5. Maasser Ani- Dízimo do pobre- no terceiro e sexto ano no ciclo sabático, ao invés de levar-se o maasser sheni ao Templo Sagrado, este era dado aos pobres.
Há muitas outras leis relativas ao maasser (dízimo) inclusive relativas ao plantio e colheita da terra em Israel que vigoram até hoje, beneficiando viúvas, órfãos e necessitados. Leia, estude e consulte sempre um rabino.

Dar tsedacá:
Um presente Divino

O dízimo pode ser aplicado de várias maneiras. Uma das formas mais nobres é dando dinheiro para a caridade. No judaísmo existe a mitsvá, o preceito, de doarmos 10 % de nossa renda ou até mais para instituições e pessoas necessitadas, a nosso próprio critério. Procuramos entidades idôneas que sabemos com certeza que o dinheiro será todo aplicado em obras assistenciais, ajuda a pobres e necessitados, viúvas, órfãos, deficientes, idosos, custeio de estudos a estudantes carentes, e assim por diante.
A prática do dízimo é benéfica para qualquer pessoa, independente de sua religião. Líderes de todas as religiões devem estimular seus seguidores a adotar práticas de caridade e compatilhar aquilo que tem com os menos afortunados.
Em primeiro lugar, devemos doar aos necessitados da própria família. Depois, aos carentes de nossa cidade, instituições de caridade, sinagogas e outras instituições.
Na realidade, tanto a colheita, como a renda monetária de cada indivíduo é um presente Divino. A Torá não quer que nos esqueçamos disto. Por isso, instituiu que um décimo da colheita, ou da renda, fosse doada. Este é um lembrete de que na realidade nenhum bem material é nossa propriedade eterna, e temos de usar o que temos agora para o bem, e nunca pensar "amanhã", ou "talvez…". Pois este "talvez" pode também significar que "Talvez não estejamos mais aqui amanhã".
Que possamos abrir nossos corações, mentes e mãos diariamente para praticar atos de justiça e nos tornarmos hoje dignos de termos sido os fiéis depositários da confiança e eterna bondade Divina.

Ketubá: um Contrato Unilateral? Por Tzvi Freeman




Minha noiva e eu estamos cuidando de ketubot (contratos de casamento) para nosso casamento, que será em breve. Não sei ler aramaico, mas entendo que a tradicional ketubá judaica é sobre as obrigações do marido com sua esposa, mas não há nada ali sobre as obrigações da mulher. Por que o casamento judaico é tão unilateral?

Resposta:

Em primeiro lugar, mazal tov pelo seu noivado! Que o casamento crie um vínculo eterno e traga somente bênçãos, paz e harmonia ao mundo.
Sobre a ketubá: deixe-me explicar o que é e para que foi criada - e você entenderá o motivo para essa parcialidade. Não posso deixar de fornecer algumas dicas que podem ajudar em seu casamento que está chegando.
Como qualquer antropólogo poderá lhe dizer - e qualquer conselheiro matrimonial, além de sua avó também - homens e mulheres não entram num casamento da mesma maneira. Você não precisa de um diploma de biologia para dizer por que o comprometimento do homem com o casamento não tem o mesmo peso que o da mulher. Assim, pense na propaganda do jovem em má forma física colocando carinhosamente as mãos sobre seu abdômen inchado de cerveja com a legenda - “se eu fosse você, você seria mais cuidadoso.”
Uma mulher tem de ser mais cuidadosa. Onde o homem coloca uma ficha, ela coloca vinte. Ele tem tudo a ganhar; ela tem tudo a perder. Portanto, naturalmente, uma mulher entra no casamento buscando segurança e estabilidade para construir um lar e uma família - não para ser deixada de fora com aquela barriga inchada. Um homem entra num casamento como um conquistador assumindo território. Uma vez casado, não demora muito e ele já está procurando novo território para conquistar - no trabalho, no mundo e talvez também em outros locais…
Então, o que prende o homem para fornecer aquela segurança para a mulher? Que tal amor, paixão e toda a loucura que o Criador colocou dentro de nós para juntar homem e mulher? Não é amor tudo de que precisamos?
Há quinhentos anos, o mestre cabalista Rabi Moshê Cordovero escreveu palavras sobre paixão humana que ainda parecem estar anos-luz à nossa frente. A paixão de um homem por uma mulher, escreveu ele, não parte realmente da sua masculinidade. É um pedaço de mulher deixado para trás no homem quando eles foram divididos no Jardim do Éden. É por isso que, se ele usar aquela paixão para se gratificar, ela se virará contra ele e o destruirá. É quando chamamos de yetser hará - o mau impulso.
Mas, ele continua, nada que D'us criou é mau, exceto por intermédio dos atos do homem. Até o yetser hará, quando dirigido rumo ao seu verdadeiro objetivo, vai elevar a pessoa e seu mundo. E qual é o verdadeiro propósito dessas paixões? Levar o homem a embelezar a Shechiná (Divina Presença) e fazer para ela uma morada nesse mundo. Em outras palavras, se por causa dessa paixão ele construirá um lar para sua mulher, lhe dará afeição e lhe comprará joias - e se ele fizer tudo isso com a intenção de que ela representa a Shechiná, pois ela é a mãe da vida - então ele sublima suas paixões para se tornar semelhante a D'us.
“Portanto,” ele escreveu, “todos os prazeres que um homem recebe neste mundo deveriam ser apenas em prol de sua esposa.” Eis como as coisas deveriam ser: o amor junta o homem e a mulher. O casamento provê a segurança de que a mulher precisa. E o amor continua levando cada um a prover aquilo de que o outro necessita.
Mas isso tudo é quando as paixões são domadas e direcionadas. Quando uma mulher se rende incondicionalmente à paixão do homem, ela não ganha nada em troca. Não está fazendo a ele nenhum favor - ele está queimando um monte de borracha na estrada da vida, mas não está indo a lugar nenhum.
Sim, ouvimos incontáveis vezes que homem e mulher são duas metades de um todo que somente fica completo quando se juntam na união mística e sagrada do casamento. Mas essa não é uma receita de Duncan Hines. É algo que acontece quando ambos se esforçam para esquecer o próprio pequeno ego e descobrem o “outro” em seu relacionamento. Se deixados aos seus instintos básicos, ensinam nossos sábios, um homem e uma mulher são dois fogos no carvão, e opostos que queimarão um ao outro até virar cinzas.
Pense na linha do Gênesis que descreve a primeira mulher como “uma parceira contra ele”. Literalmente, isso significa que ela é uma parceira igual. Mas a estranha expressão levou nossos sábios a fornecer uma leitura mais profunda: “Se ele merecer, ela é uma parceira. Caso contrário, ela está contra ele para fazer guerra.” Então você tem: para o casamento ser sobre fazer amor, não guerra, os seres humanos precisam se elevar acima da natureza. Quando ao estado natural, instintivo da humanidade no mundo - ali o amor, guerram e uma vasta gama de patologias nadam juntas num único pântano malcheiroso. Como algo tão bonito como o amor pode destruir? O mestre chassídico Rabi Shneur Zalman de Liadi explicou que é porque o amor de um homem por uma mulher e o amor de uma mulher por um homem são dois opostos. O amor de um homem, ele disse, flui como a água, ao passo que o amor de uma mulher queima como o fogo.
Seu filho, Rabi DovBer, explicou: a paixão de um homem aumenta como água por trás de uma represa, desesperada para passar, e finalmente irrompe numa grande enchente. Mas depois que a enchente termina, a paixão se dissipa - até que o reservatório por trás da represa possa se encher novamente. As paixões de uma mulher seguem um padrão oposto. São como um fogo que deve ser aceso com pedaços de madeira, cuidado e abanado até ficar quente o bastante para pegar as toras de madeira, e somente então arde sozinho. Depois que o fogo sai dos seus limites, arde e arde, e nunca pode ser satisfeito - até que nada reste para ser queimado.
Dois opostos, totalmente fora de sincronia. A única solução, diz Rabi Shneur Zalman, é que os dois encontrem um vínculo mais profundo, algo além deles dois. Cada um deixa seu próprio minúsculo ser, e sente o que é ser como o outro. Então a mulher entende por que esse homem que tão apaixonadamente precisava dela ontem agora parece estar em outro mundo no qual ela mal existe. O balão estourou e precisa de tempo para se reencher.
E um homem entende que as paixões de uma mulher não podem ser acesas como uma lâmpada elétrica, pois são mais como uma fogueira que precisa de atenção para começar, e ainda mais cuidado quando as chamas começam a subir, e até um cuidado maior para não abandonar os carvões brilhantes.
Enquanto você está procurando aquele vínculo mais profundo, voltemos à ketubá. É um passo que os sábios deram para lidar com esse desequilíbrio e introduzir alguma paridade no relacionamento.
Como dissemos, a mulher quer segurança - por bons motivos. Aqui está algo que ainda não mencionei: um estudo feito pela Iniciativa da Paternidade Nacional encontrou uma forte correlação entre um relacionamento próximo com o pai e a violência adolescente. Outro estudo descobriu que a proximidade com o pai é um fator importante para reduzir o risco de abuso de drogas pelo adolescente - enquanto a proximidade com a mãe não tem qualquer impacto relacionado. Não é surpresa que a proximidade com o pai foi mais elevada em “famílias intactas”.
Portanto, mesmo se você é autossuficiente, se quer filhos saudáveis e bem ajustados, é melhor que haja um pai dedicado por perto.
Embora muitos homens sejam colocados como provedores, protetores e papais, não são necessariamente programados para fazer esse papel pela vida toda. À certa altura, o macho conquistador poderia apenas dizer: “Hora de cair fora desta gaiola e continuar com a vida.”
Aí entra a ketubá, um contrato de casamento que basicamente diz: “Aqui estão suas obrigações para com sua esposa enquanto você está casado, e aqui a penalidade que terá de pagar se quiser cair fora.” Quais são essas obrigações? Prover alimento, roupa, afeição e um lar, e cumprir todas as expectativas de um marido padrão, aquilo que a sociedade espera que você cumpra. Qual é a penalidade para o divórcio? Aquilo que a maioria dos homens vai sentir mais falta: muito dinheiro.
Veja, está longe de estar a salvo de falhas. Ainda exige muito trabalho, comprometimento e sacrifício por parte de cada membro dessa parceria. Portanto, pode chamar de uma peça do quebra-cabeças. Para nossos propósitos aqui, porém o importante é:
É por isso que a ketubá é desequilibrada: porque está ali para proteger as mulheres, não os homens. Em resumo, os sábios viram que as mulheres recebem o lado curto do bastão e entraram para fazer algo a respeito. Para meu conhecimento, as coisas não mudaram

Fonte:http://www.pt.chabad.org/

terça-feira, 13 de maio de 2014

Chazac, Chazac Venit' Chazek ...‏






Problemas todos vamos ter, mas o que você não pode fazer é desistir de lutar pelos seus objetivos, se faça de surdo, quando alguém disser que você, não pode isso ou aquilo.

Você é capaz, com a ajuda Divina de chegar, aonde você quiser!
Seja Corajoso, Seja Surdo, com palavras que lhe colocaram para Baixo.
Força, Coragem e Auto Estima ...

D's é conosco, mas nós precisamos fazer a nossa parte, e apartar-nos, das Aves de Rapinas ...

Avante, Avante, Tome Posse do que é Seu!

A uma Historinha antiga. 
Os sapos organizaram uma corrida no Reino Animal, com, os melhores sapinhos, se prepararam e se inscreveram, para correr ...

Foi quando, la no fundo vinha um que ninguém dava nada, estava inscrito para a grande corrida, e foi a mesma ...

A corrida começou, e todos gritavam a ele, - Hei Para com isso seu franzino, você não vai conseguir, derrotado, você não tem condições, mas mesmo assim ele insistiu, e prosseguiu a seu alvo ...

No final para surpresa de todos, aquele que ninguém dava nada, no final, Ele Ganhou a Grande corrida!
Quando os repórteres sapinhos, chegaram para o entrevista-lo e fizeram a primeira, pergunta, repararam, que ele não entendia nada, e nem ao menos respondia, foi quando um familiar dele disse: - Ele é surdo ...

Conclusão muitas vezes precisamos, nos fazer-nos de Surdos, e lutarmos por conquistar nossos Objetivos...

Quanto te menosprezarem, ou usarem o Nome de D's para fazer tal coisa, continue vivendo e lutando pelos seus Objetivos, Vá aonde você é amado e querido, não se isole... FORÇASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS, Existem Muitos como Você!!! O que precisam é se organizar e ARTICULAR ...


Seja SURDO PARA OS NÃOS E CEGO PARA OS EMPECILHOS ... AVANTE AVANTE ..

Como Saber o que é Campo Santo e o Que é Cemitério????



A diferença é clara, quando um Cemitério esta ligado a uma organização ligada ao governo apenas ou privada, sem ter ligações religiosas, esta área se chama Cemitério, porém quando esta área sendo publica ou privada esta ligada a alguma instituição religiosa a mesma é chamada de Campo Santo.

Muitos povos tem o costume de sepultar seus falecidos em cemitérios, ligado a seus costumes e tradições, exemplo, os árabes  os judeus, os protestantes, os japoneses, os turcos, etc

Porém para toda regra existe uma exceção  hoje em dia temos visto no Brasil poucos Cemitérios Árabes, japoneses, Turcos, e protestantes.
Porém o Povo judeu tem se mantido fiel a suas tradições fundando e mantendo cemitérios, ligados a sua religiosidade de cunho particular, somente são sepultados em Campos Santos Judaicos, pessoas judias natas, e pessoas que abraçaram realmente a TORAH, passando pelo processo de TESHUVA com CONVERSÃO, e a Mesma Sendo aceita, por todas as comunidades, Brasileiras.

Para ser sepultado num destes Campos Santos, a pessoa deve se preparar, e adquirir uma Matzvá, comprando e pagando a manutenção do mesmo, lembrando que quando se for será mantido ali seus restos perpetuamente, até os dias de Moshiach.

Ensinam nossos Sábios que não podemos desprezar, quem nos trouxe a vida, sendo assim devemos velar, para que aquela alma que se foi, alcance PAZ, e descanso, devemos rezar para que aquela alma, seja ELEVADA.

Por isso é uma tradição judaica visitar o Campo Santo, em Yortzeit, Aniversário de Falecimento dos Pais, em véspera Rosh Hashaná, em véspera Yom Kippur, em Véspera de Casamento, em Véspera de um Brit de um filho.

E o que fazer, primeiro, limpar o local que seu ente querido for sepultado, cuidar com carinho, afinal em vida ele cuidou de você, com amor e carinho!
Costuma-se visitar o cemitério para honrar e rezar pela elevação da alma de entes falecidos nas seguintes ocasiões:

1. Após os 7 dias de luto, shivá 
2. No dia de sheloshim, quando completam-se 30 dias 
3. Ao final dos 12 meses
4. No dia do yartzeit, data de falecimento 
5. Antes de Rosh Hashaná e de Yom Kipur

O texto com detalhes abaixo é de autoria de
Rabino Shamai Ende em seu Livro; “Últimos Momentos”

1. É costume judaico visitar o túmulo dos pais , sendo este ato considerado proveitoso tanto ao falecido como ao visitante.

2. Ao visitar o túmulo, a pessoa não deve ter intenção de rezar para o morto, D'us nos livre, pois isto é considerado uma transgressão grave . Suas orações devem ser dirigidas diretamente a D'us pelo mérito ou em prol do falecido.

Quando visitar
3. Costuma-se visitar o túmulo no sétimo dia do falecimento, após levantar-se da Shivá. Caso o sétimo dia coincida com Shabat, Yom Tov, Chol hamoed ou Rosh Chodesh, há costumes de visitar no dia posterior, porém alguns dizem que não deve-se visitá-lo posteriormente, sendo que nestes casos, não se visita o túmulo neste período.

4. Caso Yom Tov tenha quebrado a shivá, alguns costumam visitar somente no sétimo dia após o falecimento, porém outros costumam visitar logo após o Yom Tov, mesmo que seja dentro dos sete dias.

5. No dia do Shloshim costuma-se visitar o túmulo. Se o Yom Tov quebrou ou encurtou o luto de trinta dias, alguns costumam visitar logo após o Yom Tov, e outros costumam ir somente no trigésimo dia após o falecimento.

6. Deve-se visitar o túmulo no dia em se faz o levantamento da Matsevá.

7. Costuma-se também visitar o túmulo no dia do Yohrtsait anualmente, e no dia que terminam os doze meses de luto, mesmo se este não for o dia do Yohrtsait, como no caso de um ano de treze meses, Lembrando que contamos os anos segundo o Calendário judaico e não segundo o calendário ocidental sendo assim, rezamos na data judaica de falecimento.

8. Anualmente costuma-se visitar os túmulos na véspera de Rosh Hashaná; durante os dias de selichot; na semana antes de Yom Kipur; e alguns costumam visitar mensalmente na véspera de Rosh Chodesh e no dia 15 do mês judaico.

9. Ao visitar um túmulo no primeiro ano do falecimento, não se deve pedir ao falecido que interceda pelos parentes e amigos vivos, mas apenas deve-se rezar pela elevação da alma do falecido. Muitos costumam evitar a visita no primeiro ano, mesmo no sétimo e trigésimo dia, sendo que cada um deve seguir o costume local.

10. Não se visitam os túmulos em Shabat, Yom Tov, Rosh Chodesh, Chol hamoed, Purim, Chanucá, durante o mês de Nissan e outros dias em que não se recita o Tachanun. O costume mais comum atualmente, é que não se visita os túmulos mesmo quando um desses dias coincida com o término do shivá, Shloshim, 12 meses, Yohrtsait, devendo fazer a visita antes ou após estas datas. Como também, não costuma-se fazer nestes dias o levantamento da Matsevá. Porém em casos especiais, deve-se consultar um rabino, já que existem alguns costumes referentes a isso.

11. Quando se visita o túmulo dos pais no dia do Yohrtsait, não se deve aproveitar a viagem para visitar outros túmulos.

12. A mulher casada em segunda núpcias não deve visitar o primeiro marido, sendo que antes de casar pela segunda vez, costuma visitar o primeiro marido para se despedir. É costume também que o homem casado em segundas núpcias não visite o túmulo de sua primeira esposa.

13. Antes do casamento, o(a) noivo(a) costuma visitar o túmulo de seus pais e avós para convidá-los, e pedir para que despertem sobre eles as bênçãos Divinas.

14. Não se deve visitar demasiadamente o cemitério, devendo ir somente nas ocasiões acima descritas.

15. Não se visita o mesmo túmulo duas vezes no mesmo dia.

16. Uma mulher em seu período menstrual e uma mulher grávida devem evitar ir ao cemitério. Em caso de extrema necessidade, um rabino deve ser consultado.

17. Ao visitar o cemitério, após não ter visto um túmulo judaico por mais de trinta dias, recita-se a seguinte berachá: 
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher yatsar et’chêm badin, vezan et’chêm badin, vechilkel et’chêm badin, vehemit et’chêm badin, veyodêa mispar kulchêm; ve’Hu atid lehachayotechêm, ulcayêm et’chêm badin. Baruch Atá A-donai, mechayê hametim.

Bendito és Tu, A-do-nai, nosso D’us, Rei do Universo,que vos criou em julgamento, vos nutriu em julgamento, vos sustentou em julgamento e vos fez falecer em julgamento, e sabe o número de todos vós; e no futuro Ele vos ressuscitará e vos dará existência em julgamento. Bendito és Tu, que ressuscita os mortos.

18. Caso já tenha visto dentro dos últimos dias túmulos judaicos e feito então a berachá, esta só será recitada novamente ao avistar um túmulo judaico após um intervalo de mais de trinta dias sem ter visto.

19. Se avistar dentro de trinta dias outros túmulos, ou se nestes dias foram acrescentados novos túmulos ao cemitério, algumas opiniões sustentam que deve recitar novamente a berachá, porém alguns discordam. Pela dúvida não deve recitá-la novamente, para não ser uma berachá em vão, no entanto, pode recitá-la sem falar o nome de D'us.

O comportamento no cemitério
20. É proibido entrar no cemitério, ou dentro de dois metros dos túmulos, com o tsitsit revelado, sendo que deve escondê-los dentro da roupa. Também é proibido colocar Tefilin no cemitério, ou dentro de dois metros dos túmulos. É proibido recitar o Shemá Yisrael, estudar Torá e rezar nestes locais. Atrás da cerca do cemitério, tudo isto é permitido, mesmo que consiga enxergar os túmulos.

21. Pode-se recitar Salmos e estudar Torá em mérito ao falecido próximo de seu túmulo.

22. É proibido comer, urinar e evacuar, e comportar-se de forma leviana dentro do cemitério. Também não se deve conversar sobre assuntos diversos e fazer contabilidade. Se existe no local um falecido que ainda não foi enterrado não se pode nem cumprimentar o amigo. Caso isso não ocorra, só não se pode cumprimentar nos dois metros próximo dos túmulos.

23. Só é considerado parte do cemitério o campo que é designado para os túmulos, mesmo se ainda não foram enterrados corpos na local (contanto que neste cemitério já exista pelo menos um túmulo). Portanto, dentro dos prédios construídos no local (caso não foram edificados sobre o terreno designado aos túmulos, e são cercado com paredes), não se incluem nas proibições acima. No entanto, pela sua proximidade do cemitério, não se deve ter nestes locais um comportamento leviano.

24. É proibido sentar sobre um túmulo. É proibido pisar sobre os túmulos, salvo se não há outra forma de chegar a um determinado túmulo, exceto passando por cima de outros.

25. Antes de visitar o túmulo de um tsadik ou dos pais, alguns costumam não comer mas apenas beber algo.

26. Alguns homens costumam ir ao micvê antes de visitar o cemitério

As orações próximas ao túmulo
27. Costuma-se acender uma vela próximo ao túmulo, ao visitá-lo.

28. Costuma-se colocar a mão esquerda sobre o túmulo e recitar o versículo (Yeshayáhu 58, 11): “Venachachá Ado-nai tamid vehisbia betsachtsechot nafshêcha veatsmotêcha yachalits vehaita kegan ravê uchemotsá maim asher lo yechazevú mêmav”

(E D'us irá lhe dirigir constantemente, satisfará sua alma na época de seca, seus ossos fortificará, e você será como um jardim regado, e como uma fonte que não extinguirá suas águas).

29. Deve-se recitar Salmos próximo ao túmulo. Existem vários costumes da ordem dos Salmos a serem recitados, sendo que cada um deve seguir seu costume. O costume dos ashkeanzim de forma geral é recitar estes Salmos: 33, 16, 17, 72, 91, 104, 130 e no Salmo 119 as letras referentes às iniciais do nome do falecido, e as iniciais da palavra ‘neshamá’ (nun, shin, mem, hê).

30. Alguns costumam recitar mishnayot, sendo que se deve dar preferência às últimas 4 mishnayot do cap. 7 de Micvaot que iniciam com as letras da palavra ‘neshamá’.

31. Se houver minyan no local, recita-se o Kadish Yatom após a recitação dos Salmos e o Kadish derabanan após o estudo das mishnayot. É proibido recitar o Kadish se não houver um minyan (dez judeus homens adultos e vivos).

32. Costuma-se recitar a prece ‘E-l Malê Rachamim’ e doar tsedacá em seguida. Quem não tem dinheiro no local ou não tem para quem dar, deve assumir sobre si doar posteriormente uma quantia para tsedacá, falando ‘bli nêder’ (sem promessa).

33. Muitos não costumam recitar o ‘E-l Malê Rachamim’ no primeiro ano de falecimento, sendo este o costume Chabad.

34. Ao visitar o cemitério no sétimo dia, no shloshim, no Yohrtseit e na inauguração da Matsevá, costuma-se recitar palavras de hesped (vide cap. 19) e posteriormente recitar o Kadish derabanan (salvo nos dias em que é proibido falar hesped).

35. Ao despedir-se do túmulo, costuma-se colocar sobre o mesmo uma pedra ou planta, para deixar uma prova que esteve visitando este túmulo.

Netilat yadaim – lavar as mãos 
36. Ao sair do cemitério deve-se lavar as mãos. Deve-se de preferência usar para isto uma caneca, ou outro recipiente qualquer, vertendo a água sobre as mãos seis vezes, três em cada mão intercaladas, lavando primeiro a direita. Costuma-se não enxugar as mãos após esta lavagem.

37. Mesmo antes de lavar as mãos, pode-se comer ou estudar. Como também, não há problema de comer uma comida que esteve no cemitério.

Para Completar, deve se ter em mente, que se visita uma alma,e não apenas concreto!!!

Saída do Cemitério.

1. Costuma-se após acompanhar um féretro, não voltar pelo mesmo caminho que veio, se for possível. Pelo menos deve-se evitar encontrar-se com as mulheres que estiveram também acompanhando, pois isto não é bom para ambos. Após o enterro, arranca-se um pouco de grama (exceto em Yom Tov e Chol Hamoed) e jogá-la por cima do ombro direito para trás pronunciando a seguinte frase: "Veyatsisu me'ir keêssev haáretz; zachur ki afar anáchnu" Tradução: “Que eles (os falecidos) brotem (ressuscitem) como as plantas da terra”. Isto é feito para demonstrar que o falecido brotará de novo à vida na época da ressurreição dos mortos (Techiyas Hametim )

2. Antes de voltar para casa, deve-se lavar as mãos três vezes intercaladas tomando o cuidado de não passar a caneca de mão em mão. Como também, costuma-se não enxugar as mãos. Se esteve próximo do morto, ou se foi ao cemitério, não deve entrar em casa antes de lavar as mãos da forma acima

3. Ao sair do cemitério cada pessoa deverá fazer netilat yadáyim – ablução das mãos. Não se costuma passar a caneca de netilat para outra pessoa após usá-la para mostrar que não passamos tristeza a outras pessoas. A caneca deverá ser colocada com a abertura para baixo, indicando que toda vida chegará ao fim. As mãos não devem ser enxugadas em sinal de que a memória do falecido ainda permanece conosco.

4. Após lavar as mãos recita-se o versículo (Yeshaiahu XXV): “Bilá hamavet lanetsach, umachá Ado-nai Elo-him dim’á meal col panim vecherpat amo yassir meal col haarets ki ado-nai diber” – “Abolirá a morte para sempre, e D’us apagará as lágrimas de todas as faces, e a vergonha de Seu povo tirará de toda a terra, pois assim disse D’us”. 

5. Costuma-se sentar sete vezes em locais diferentes e recitar o Salmo 91 a cada vez. Isto é válido até mesmo para uma pessoa que não foi ao cemitério, mas apenas acompanhou o féretro.

"O espírito do homem é a vela de D’us" (Provérbios 20:27). A luz das boas ações praticadas pelo falecido ao longo da vida o acompanhará ao repouso eterno. De acordo com o pensamento místico judaico, a chama simboliza a alma do ente que partiu, pois ela se dirige sempre para o alto. 

Como se entra:

Deve se entrar proclamando a Poderosa Oração Ana Bechoach.
Deve se procurar a Matsevá, limpa-lá acender uma vela, e rezar, em prol da acensão daquela alma, caso você tenha tido algum problema com aquela pessoa em vida e não deve tempo de resolver desabafar, deve desabafar, deve se limpar, e se resolver ali com a pessoa.
Após a uma controvérsia, alguns Rabinos permitem rezar o Kadish, outros não permitem rezar cadish sem um minyan, fica a critério de cada pessoa, depois almos devem ser recitados, para elevação da alma do ente querido, Salmo 49 e outros mencionados acima, Salmo 121, Salmo 23, Salmo 91 ...
Após a Reza ser concluída deve se fazer votos de que esta alma seja elevada e ligada a elevação e possa ressuscitar nos dias de moshiach.

Deve se despedir  e vir embora, sem olhar para trás, fazer Netilat Yadayim, e na porta do Campo santo bater os pés removendo toda poeira, do local e das roupas, ao chegar em casa deve se por toda roupa utilizada imediatamente para lavar e procurar após dias após fazer MICVÊ.
Lembrando que existem procedimentos nos túmulos de goym e de judeus.